sexta-feira, 13 de abril de 2012

Estamos novamente na ativa!

             É isso mesmo, estou novamente na ativa. Infelizmente não da forma como pretendido na concepção deste blog, mas pelo menos, não deixarei este espaço virtual sem utilização.

Não cabe a este espaço esmiuçar os motivos pessoais que me forçaram a interromper as publicações. Entretanto, penso que estes motivos poderiam ser alvo de uma discussão – senão concreta através dos comentários dos visitantes do blog, pelo menos mental para aqueles que por um minuto raciocinarem a respeito – bastante frutífera, tendo em vista que as condições que afastaram este que vos escreve de seu compromisso para com este blog, aplica-se a grande maioria das pessoas submetidas às tiranias das circunstâncias do sistema capitalista de produção e acumulação. Estou me referindo ao trabalho.
Dizem que o trabalho enobrece a alma. E eu pergunto: Será? Na verdade, até acredito que o trabalho na sua concepção marxista enobreceria aqueles que o realizam. Entretanto, na sociedade capitalista isso é impossível. Impossível porque os trabalhadores são explorados. Vendem sua força de trabalho aos detentores dos meios de produção – os que realmente levam vantagem nessa sociedade.
Atualmente, em virtude da formação de um grande exército industrial de reserva – trabalhadores que encontram-se desempregados ou ingressantes no mundo do trabalho – somos obrigados a nos sujeitar às condições que nos são impostas – horário, condições, benefícios, etc. –, devemos nos contentar com o que nos é oferecido pois a lógica predominante é: “Se você não quiser, outros mais necessitados irão querer”. E assim as coisas ficam cada vez piores. Culpa de quem aceita trabalhar na informalidade e ganhando a baixo do, na minha opinião ilusório, piso salarial? Não! Há pessoas que atingiram tal grau de desespero/necessidade, que qualquer coisa que lhes for oferecida, estará de bom tamanho – ou em outras palavras, será melhor do que nada.
A culpa está naqueles que detém os meios de produção, ou seja, os empresários. São eles que à custa do lucro colocam as condições de trabalho à segundo, terceiro ou nonagésimo plano. Porque o dono do posto de gasolina prontamente altera o valor dos combustíveis ao menor sinal de oscilação do mercado petrolífero? Por que eu tenho sempre que pagar essa diferença? Por que as coisas sofrem reajuste anual – aluguel de imóveis, convênios médicos, passagens de ônibus, etc. – e meu salário não? Por que o reajuste sempre é repassado pra nós pagarmos e nunca é o empresário quem diminui sua porcentagem de lucro? 
A CONTA SEMPRE SERÁ PAGA POR NÓS, TRABALHADORES/PROLETÁRIOS!
Ou não? Não! Nós pagamos as contas dos empresários, porque somos idiotas alienados. Porque não lutamos por nossos direitos. Porque não somos unidos como são os empresários na hora em que lhes convém. A classe proletária (os trabalhadores) é desunida e por isso deixamos que façam o que bem entender de nós.

Um abraço,
Lúcio (SOAD)

Um comentário:

Bruno Zena disse...

Fala Lúcio!!!

Cara...quando estudavamos juntos... e vi pela primeira vez esse tipo de pensamento, até concordei em algumas partes... hj já não sei ele é aplicado a todas as classes de trabalho.... em uma outra área... me sinto mais valorizado pelo menos trabalho... tenho meu reajuste anual... apesar de não ser o mesmo que nossas contas... mas acredito que o lance da exploração dos trabalhadores não é uma culpa dos empresários... e sim do ser humano como um todo.... afinal tds se aproveitam da maneira que lhes cabe.... hj eu saio uns minutos mais cedo... e assim sai na vantagem com minha empresa.... fico algum tempo durante o trabalho na internet... o q nao deixa de ser uma forma de roubo tbm... afinal nao sou pago pra isso.. e assim vai... ate chegar nos politicos que tem a chance de roubar tbm... infelizmente essa condição é padrão para nós... humanos....