Sete anos atrás eu disse que estava de volta a ativa e faria postagens mais frequentes neste blog. Ficou na promessa e somente hoje, 12 de setembro de 2020 eu liguei meu computador, revirei minhas planilhas e consegui achar a senha para acessar a página de edição deste blog.
Blog que teve sua primeira postagem há dez anos atrás e, inacreditavelmente, foi me servir de base para que eu conseguisse cumprir uma das exigências do programa de mestrado que concluí há um ano (em agosto de 2019). Mais impressionante ainda, é perceber que o objetivo que eu tinha ao criar o blog em 2019, mostra-se hoje, completamente alinhado com as discussões que procuro estabelecer na profissão que hoje desempenho - tornei-me professor universitário.
Como explicar isso? Será que é resultado de algo inato? Ou foram as experiências com a materialidade concreta quem delinearam meu caminho? Ou será ainda que tudo isso é fruto de uma construção dialética?
Tenho uma leve tendência a acreditar que a última opção explicaria com mais fidedignidade todas as escolhas feitas e ações materializadas. Não obstante, o que mais me intriga é pensar porque estou fazendo isso, ou seja, escrevendo para que minhas ideias, pensamentos e opiniões não fiquem somente no plano das ideias mas encontre eco na mente daqueles que tomarem conhecimento da perspectiva que apresento através de minhas palavras.
E se pensarmos que minha atual profissão baseia-se justamente na premissa do compartilhamento do conhecimento para com o próximo, poderia eu escrever agora que é esse compartilhamento de conhecimentos o significado da minha existência?
Há uma semana atrás, no feriado de 7 de setembro, conversava com um amigo a respeito da vida. Mais especificamente, do motivo de nossa existência nesse plano material. Naquele momento, não me lembrei de um livro que comecei a ler este ano, o qual me embasará na opinião que darei a seguir.
O livro - "A sutil arte de ligar o foda-se" de Mark Manson - afirma que vivemos na constante busca de explicações para as coisas da vida, sem perceber que essa explicação é bastante simples e inteligível. Você pode acha-la nas redes sociais e nas mídias em geral pois é lá que você vai encontrar inúmeros de casos de pessoas que são as melhores em sua profissão, ou que estão colhendo frutos agradabilíssimos, viajando para lugares legais, esnobando seus pertences recém adquiridos, jantando em locais chiques, etc. E então, se você não está vivendo nenhuma dessas experiências, por que você está aqui? Qual o propósito da sua vida?
O que eu queria ter dito ao meu amigo naquele momento é que mesmo não sendo os melhores em nossas profissões, que mesmo não tendo o que mostrar nas redes sociais, ou ainda, não sendo inventores ou descobridores da vacina contra a Covid-19, estamos aqui porque tem muita gente que precisa de nós. Pare, olhe a sua volta e repare em nossas companheiras, em nossas mães, em alguns de nossos amigos e perceba o quão importante somos para eles!
E o melhor de tudo isso é que - eu pelo menos - tenho certeza que não serei o inventor de nada, não salvarei a humanidade de nenhum problema ou ameaça, mas sei que farei a diferença na vida dessas pessoas próximas a mim, toda vez que elas precisarem.
Portanto, hoje eu me pergunto se quero procurar um motivo maior para viver?
A resposta, pura e simples é: Eu não quero! Eu não preciso!